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Carcinicultura investe em genética para desenvolver o setor

Rio Grande do Norte já foi o maior produtor de camarão do Brasil. Hoje, busca soluções de melhorias genéticas e espaço no mercado interno para se manter.

A criação de camarão no Rio Grande do Norte, que já atingiu grandes resultados na economia com geração de milhares de empregos e movimentou as exportações, procura agora uma soluções para desenvolver o setor. A Feira Nacional do Camarão (Fenacam), com início no dia 07 de junho, promete investir em melhoria genética para aumentar a produção e a qualidade dos produtos.

Líder na produção de camarão em todo o Brasil, o Rio Grande do Norte conta hoje com 552 fazendas de camarão, um número considerado alto para a atividade no Estado depois de tantas dificuldades, como as enchentes de 2008, que destruíram vários hectares de produção e prejudicou as exportações do produto.

Em 2009, o presidente da ABCC (Associação Brasileira de Criadores de Camarão) apontou o Rio Grande do Norte como expoente da produção de camarão no país, representando 42% da produção nacional com produção voltada para exportação. De acordo com Itamar Rocha, o estado é responsável por 94% da exportação de camarão do Brasil, mesmo com a queda de 25% na exportação quando a comercialização se comparava ao ano anterior. Os motivos explicados na época eram a desvalorização do dólar e a alternativa era o mercado interno.

Em 2010, a alternativa é na inclusão de melhorias genéticas para ampliar o fornecimento e a qualidade do camarão produzido no Rio Grande do Norte. Por isso, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, acredita que a participação dos produtores de outros estados, como o Ceará - que já confirmou 20 expositores - é o principal ponto do evento. “Estamos vivenciando um crescimento do setor com maior velocidade e inclusão de conceitos da engenharia de pesca que proporciona melhorias no setor”, argumenta.

Outro destaque da Fenacam são as relações entre os produtores e os compradores, além das relações com os prestadores de serviço. “Num mesmo espaço unimos toda a cadeia que fica fortalecida e tem contato imediato com os produtores, trocando informações, conhecimento e experiência no setor”, afirma o empresário.

No Rio Grande do Norte, as melhorias genéticas já estão sendo feitas através do Centro de Distribuição de Exportações, em Touros, que cria os camarões via quarentena e longe das fazendas de carcinicultura, ficando os reprodutores livres de doenças. “Nossa exportação com o camarão de laboratório já começa a ser recebida pelo mercado de forma positiva”, frisa Itamar Rocha.

O Brasil hoje conta com 1.380 criadores de camarão em cativeiro, sendo 560 só no Rio Grande do Norte, ou seja, quase 40% da produção. A expectativa é que sejam produzidas 75 mil toneladas do crustáceo no Brasil só este ano, sendo 95% destinados ao mercado interno, com destaque para RJ, SP, DF, BA, PE, RN e CE.

Fenacam

Grandes nomes farão parte da Fenacam, como George Chamberline, presidente da Aliança Global de Aquicultura, PHD no assunto pela universidade do Texas e produtor de camarão da Malásia, com novidades sobre os desafios da produção do camarão e a situação atual do setor no Brasil e no mundo.

Outros nomes de peso, como do tailandês Matthew Briggs, do mexicano Carlos Flores e do brasileiro João Manoel fazem parte da programação científica do evento que tem como tema central: “Aquicultura: a alternativa para o aumento da produção de pescado no Brasil”. Além do Simpósio, a FENACAM também realizará o IV Simpósio Internacional de Aquicultura, a VII Feira Internacional de Serviços e Produtos para Aquicultura e o VII Festival Gastronômico de Frutos do Mar.

27/05/2010
Por Marília Rocha
http://www.nominuto.com/noticias/economia/carcinicultura-investe-em-genetica-para-desenvolver-o-setor/53657/


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