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Fortalecer o setor é a meta do novo presidente do Sindipesca-RN

Um dos setores da economia de maior sucesso no Rio Grande do Norte é o da pesca. Não só pela geração de empregos, mas pelo quadro de exportações e comercialização do pescado para os mercados interno e externo, com vendas para o sul do Brasil, Estados Unidos e Europa.

Para adotar medidas de ampliação da atividade e unir a categoria, do pescador ao empresário, o novo presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Estado do Rio Grande do Norte, Jorge Bastos, foi empossado nesta quinta-feira (16) na Casa da Indústria.

O novo presidente atua no mercado há 40 anos, com comercialização de pescados e camarão. Emocionado, Jorge Bastos, conversou com a equipe do Nominuto.com e prometeu esforço para ampliar as empresas filiadas, que hoje são apenas oito e geram mais de 4 mil empregos.

Nominuto - Quais os planos do senhor no momento em que assume a gestão do Sindicato da Pesca no RN?
JB - Pra mim é um grande desafio porque estou assumindo num momento de perda de um grande amigo, Arimar França, vou tentar ver o que as empresas querem do Sindicato, com unidade e participação de todos.

Nominuto - Quais as soluções para o mercado da pesca após os prejuízos com as chuvas?
JB – A busca de aletrnativa de novos mercados, buscamos todos os dias. o mercado tem suas altas e baixas, mas no Rio Grande do Norte a pesca do Meca é a mais importante. Estamos tendo um grande apoio do Governo do Estado com a governadora Wilma de Faria com o terminal pesqueiro e a criatividade de cada empresário para superar esse momento.

Nominuto – Como está o mercado externo após o primeiro semestre? A crise está superada?
JB - A crise é um produto de cada setor em determinada época. Nós, do Sindicato, vamos tentar ver as dificuldades de cada empresa para sanar os problemas.

Nominuto - Quais os gargalos da atividade?
JB – Gargalos existem sim, mas estamos em um momento único com a construção de uma nova infraestrutura com o Ministério da Pesca, com a secretaria, com o Terminal Pesqueiro. Então, com gargalo ou sem gargalo, vamos vencer os desafios porque esse é o momento da pesca no Brasil, é o momento do Brasil abrir esse elefante que antes era tão esquecido.

Nominuto – Quais são os principais países que o Brasil comercializa pescado?
JB – Os Estados Unidos puxa a economia, a Europa também, além do sul do Brasil.

Nominuto - Quais os planos pra carcinicultura?
JB – A carcinicultura já teve seu auge e foi abalada pela natureza com as enchentes e pelo mercado, com a concorrência com outros produtos brasileiros, mas os empresários souberam achar um novo mercado, com a criatividade de cada um, com ingresso num mercado que já existia, o interno. O que muda é a exigência dos mercados, que foi facilmente driblada pelos empresários.

Nominuto - Qual o planejamento para os próximos meses?
JB - De imediato, vamos dar continuidade ao trabalho feito por Arimar França, que estava sendo o melhor possível. Em segundo lugar, vamos compor um sindicato com definição do que cada um quer do Sindicato para juntos formarmos um grande sindicato.

Nominuto – Qual o perfil do setor pesqueiro no Rio Grande do Norte?
JB – O setor é composto por vinte empresas que ficam principalmente em Natal, na rua Chile, ou em Nísia Floresta, Pendências com as fazendas de camarão, que juntas geram mais de 4 mil empregos

Por Marília Rocha - nominuto.com
16/07/2009


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