

Em encontros promovidos pelo Sebrae, produtores do RN têm acesso facilitado a compradores
Louise Aguiar Especial para o Diário de Natal
Há nove anos produzindo camarão na região de Guamaré (a 165 km de Natal), o carcinicultor José Bonifácio Teixeira veio à capital esta semana para participar da 6ª Feira Nacional do Camarão (Fenacam), que segue até hoje no Centro de Convenções. Os encontros de negócios promovidos pelo Sebrae são o principal objetivo do produtor, que até ontem já tinha conversado com compradores da Bahia e do Rio Grande do Norte, interessados no camarão de 20 gramas que produz.
Cultivo de camarão é uma das principais atividades do setor primário do estado Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
São 32 hectares produzindo uma média de 30 toneladas de camarão por safra, que é vendido a R$ 12 o quilo, "na boca do viveiro", como os produtores se referem à produção sem incluir qualquer custo com despescagem, gelo e transporte. Além dos negócios que pretende fechar, Bonifácio veio saber das últimas novidades em equipamentos e serviços. "É importante essa troca de ideias e informações", diz.
Wagner Villar Saraiva, criador de camarão de Itabaiana (PB), também participa da Fenacam pelo mesmo motivo. Além de vislumbrar novos contratos de venda para os três mil quilos de camarão que produz por hectare na região do Vale do Paraíba, ele quer investir em pesquisas sobre o manejo do crustáceo em água doce. "Precisamos de estudo na área, porque ainda sofremos com o manejo desse tipo de camarão", diz. O produtor também foi à feira em busca de equipamentos, implementos e serviços.
É exatamente no estande do Sebrae, coordenado pelo g estor do Projeto de Aquicultura da entidade, José Damázio, onde os produtores poderão fechar negócios de compra de equipamentos, suprimentos e serviços. Segundo Damázio, o local serve para proporcionar encontros entre compradores e fornecedores, em vez das rodadas de negócios que aconteceram em anos anteriores. "A fórmula das rodadas não estava surtindo muito efeito, porque a questão do horário restrito tornava tudo muito inflexível, principalmente para as pessoas que vinham de fora", explica.
Agora, os interessados podem se encontrar a qualquer tempo, no intervalo das 14h às 21h, no estandedo Sebrae para trocar ideias, informações e, quem sabe, fechar negócios. Na opinião de Damázio, a Fenacam é apenas o pontapé inicial para esses contratos. "A expectativa é que R$ 30 milhões sejam fechados pelos próximos meses, a partir do segundo semestre", diz.
A 6ª edição da Feira Nacional do Camarão segue até hoje no Centro de Convenç ões com Festival Gastronÿmico de Frutos do Mar, palestras, seminários, debates, simpósio e os encontros de negócios. Cento e trinta estandes estão montados no Pavilhão das Dunas e a expectativa é receber mais de 25 mil pessoas.
